Uma Sexta Feira Mais Louca Ainda | Crítica
Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis marcaram gerações no filme “Sexta-Feira Muito Louca” com a clássica troca de corpos entre mãe e filha.
Agora, 22 anos depois, elas estão de volta em “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda“, em uma nova história tão boa quanto a primeira, repleta de diversão e nostalgia!
Na trama, Tess (Jamie Lee Curtis) se divide entre sua carreira como terapeuta, a vida ao lado de Ryan (Mark Harmon), a maternidade com Anna (Lindsay Lohan) e o papel de avó para Harper (Julia Butters).
Já Anna tenta equilibrar o trabalho como empresária de uma estrela pop (Maitreyi Ramakrishnan) com a relação complicada com sua filha adolescente. Ela precisa se dividir ainda mais quando Eric (Manny Jacinto), um renomado chefe de cozinha, surge em sua vida.
Decididos a se casar, o conto de fadas do casal se complica porque a filha dele, Lily (Sophia Hammons), é a inimiga declarada de Harper na escola.
Anna acha que consegue dar conta de tudo, só não imagina que um raio pode, sim, cair duas vezes no mesmo lugar.
A previsão de uma vidente bastante peculiar as leva a viver uma nova experiência de troca de corpos, só que desta vez com uma carga extra. Anna troca de corpo com a própria filha e Tess com a filha de Eric.

Vibe anos 2000 e muita nostalgia
Seguindo na contramão das sequências genéricas, “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda” acerta em cheio ao apostar em uma história bem construída, com personagens carismáticos, boas referências e aquele equilíbrio perfeito entre nostalgia e atualidade.
Isso torna a narrativa leve, divertida e com diálogos que exploram as diferenças entre gerações de forma inteligente, sem cair na mesmice. A personagem da Lily no corpo mais velho da Tess é, sem dúvidas, a melhor troca.
A trama traz de volta rostos conhecidos do primeiro filme, incluindo o eterno crush dos anos 2000, Chad Michael Murray.

Uma troca de corpos que dá certo
Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis continuam com uma química imbatível como mãe e filha. Dá um quentinho no coração vê-las em cena e parece que voltamos no tempo. A sequência dentro da loja de discos de Jake é a melhor, momento vergonha alheia total!
Além da clássica troca de corpos, a sequência foca também nas “meias irmãs” que não se suportam, mas acabam descobrindo que têm mais em comum do que imaginam. Sophia Hammons e Julia Butters dão conta do recado e sustentam bem o novo núcleo.
No corpo das adolescentes, Anna e Tess revivem a adolescência com tudo o que tem direito. Passam dificuldades na escola, andam de patinete e comem muitas besteiras sem se preocupar com o peso… ou com a digestão.
Mesmo com tanto humor, o filme também traz momentos emocionantes, especialmente quando fala sobre família, mudanças e transições.
E, por fim… pode comemorar: a canção icônica “Take Me Away” está de volta e faz o coração nostálgico bater mais forte!
A sequência “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda” é um super acerto da Disney e um presente aos fãs do filme. Consegue conversar com diferentes gerações, mantendo a essência do primeiro filme.
Ah, fique até o final, o filme não tem cena pós-crédito, mas tem erros de gravação, como nos velhos tempos dos anos 2000!

