Wicked: Parte 2 | Crítica
Após se tornar um grande fenômeno mundial, “Wicked: Parte 2” chega às telonas para contar o capítulo final da história não contada das bruxas de Oz e se consagra como um dos musicais mais emblemáticos do cinema.
Superando as expectativas, o filme também expande seus significados políticos e emocionais, trazendo a conclusão grandiosa que os fãs esperavam.
A história começa com as amigas separadas vivendo com as consequências de suas escolhas. Elphaba (Cynthia Erivo), agora conhecida como a Bruxa Má do Oeste, vive no exílio escondida na floresta de Oz, enquanto continua lutando pela liberdade dos animais silenciados, além de expor a verdade sobre O Mágico (Jeff Goldblum).
Já Glinda, “a boa”, vive no palácio da Cidade das Esmeraldas e desfruta da fama e popularidade, sempre orientada pela Madame Morrible (Michelle Yeoh).
Apesar de se dedicar aos preparativos do seu casamento com o Príncipe Fiyero (Jonathan Bailey), Glinda se sente assombrada pela situação de Elphaba.
É nessa tensão que o filme encontra sua força dramática. Quando Glinda tenta intermediar uma trégua entre Elphaba e o Mágico, o plano da errado e o reino passa a depender de escolhas que exigem coragem e sacrifício.
Vale a pena ver?
Antes de mais nada, é preciso falar sobre as protagonistas. A química entre Cynthia e Ariana continua arrebatadora. Cada cena das duas juntas equilibra humor, rivalidade e afeto. A sequência da briga, especialmente, é um dos momentos mais divertidos do longa.
Ariana entrega a acidez e a fragilidade de Glinda com maturidade, enquanto Cynthia Erivo carrega o peso da narrativa com uma entrega vocal e emocional impressionante.
Musicalmente, as canções desta segunda parte talvez não alcancem o mesmo impacto do primeiro filme, mas funcionam com força narrativa. “No Good Deed” e “For Good” são os destaques e reafirmam porque Wicked marcou uma geração inteira.
Visualmente, o filme também permanece deslumbrante. Figurinos e CGI trabalham juntos. As paletas de cores contrastam entre as duas protagonistas, principalmente o estado emocional de cada uma.
Apesar do gênero fantasia, o filme carrega um tom político. Na era Trump, a história ganha contornos ainda mais relevantes, abordando opressão, imigração e manipulação de informações. Mas, ao mesmo tempo, reafirma os valores opostos: empatia, coragem e amizade.
No fim, “Wicked: Parte 2” se consolida como um dos musicais mais importantes para a história do cinema recente, por sua grandiosidade e representatividade, oferecendo um encerramento emocionante a personagens que se tornaram inesquecíveis para tantas pessoas.

