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Entrevista: Selton Mello se emociona ao falar sobre “Ainda Estou Aqui”, aposta do Brasil no Oscar

“Aos poucos esse filme também foi se tornando uma grande viagem interna”, disse o ator

Durante uma coletiva de imprensa na última sexta-feira em São Paulo, o ator Selton Mello foi às lágrimas ao falar sobre o filme “Ainda Estou Aqui“, de Walter Salles.

Ao lado de Fernanda Montenegro e Marcelo Rubens Paiva, Selton se emocionou ao falar pela primeira vez com a imprensa brasileira sobre o longa, após passarem por festivais internacionais como o de Veneza, onde foram ovacionados e levaram o prêmio de “Melhor Roteiro”.

“Estamos bem emocionados de estarmos aqui. É o início da nossa história, nosso encontro com os brasileiros, com o nosso público e a nossa língua“, disse.

“Sou da geração que foi completamente impactada pelo ‘Feliz Ano Velho’, amo e respeito o Marcelo [Rubens Paiva] e nunca imaginaria na vida que um dia eu iria fazer seu pai. Tem sido muito emocionante, não vou fingir que não”, declarou.

“Eu tinha fotografias do Rubens para servir de guia, não tinha nenhuma imagem em movimento. Vi fotos, ouvi coisas sobre o Rubens do Marcelo, das irmãs e amigos. Minha missão no filme era iluminar a primeira metade, espiritualmente falando, mais do que tecnicamente”, falou Selton Mello.

Ele também se emocionou ao falar sobre Fernanda Montenegro e ao relembrar de sua mãe. “Foi um reencontro lindo com a Fernanda Torres, que eu amo, que eu respeito, que eu torço. Foi tão bonito”, disse entre lágrimas.

“[Ainda Estou aqui] é um filme sobre memória, e no final a gente [a personagem da] Fernanda Montenegro com Alzheimer e foi assim que eu perdi minha mãe há não muito tempo. Então, começa com uma viagem muito pessoal do Waltinho [Walter Salles], visitando esse lugar que ele viveu, mas aos poucos esse filme também foi se tornando nosso, se tornando uma grande viagem interna”, declarou.

Baseado em fatos reais

Ainda Estou Aqui” conta a história da família Paiva, a partir do desaparecimento do patriarca, o engenheiro civil e ex-deputado Rubens Paiva. Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 70, durante a ditadura militar, o filme narra a trajetória de Eunice.

Após o sequestro do marido por agentes militares em sua própria casa, ela luta para manter a família unida. Enquanto isso, também pressiona o governo por respostas sobre o paradeiro do marido. A obra, escrita por Marcelo Rubens Paiva, filho do casal, aborda a brutalidade e o impacto do regime na vida da família.

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