Jurassic World: Recomeço| Crítica
Com um elenco renovado, uma ilha povoada até mesmo por espécies de dinossauros mutantes, e cenas de ação intensas, “Jurassic World: Recomeço” entrega entretenimento dentro de um roteiro genérico.
Na trama dirigida por Gareth Edwards, o ganancioso Martin Krebs (Rupert Friend), dono de uma farmacêutica, quer extrair o DNA de três dinossauros diferentes com a promessa de melhorar a saúde da humanidade.
Para isso, recruta a agente Zora (Scarlett Johansson) e o paleontólogo idealista Dr. Henry Loomis (Jonathan Bailey) para irem até uma ilha perigosa. O conflito entre os interesses éticos e financeiros conduz boa parte da relação entre os dois.
Tudo se complica com o resgate de uma família naufragada após um ataque de dinossauros aquáticos. Com um arco pouco justificado e mal explorado, a questão é: por que raios o pai levou as filhas e o genro chato a tiracolo para um passeio desses?
Ilhados, eles precisam lutar pela sobrevivência enquanto tentam completar sua missão.

O filme é bom?
Se for para elencar bons momentos, diríamos que visualmente, o filme impressiona. Uma sequência contemplativa com titanossauros em seu habitat natural é, sem dúvida, uma das mais bonitas.
Já em termos de ação, o longa também entrega adrenalina. A cena em que a família tenta escapar de um T-Rex no rio realmente consegue deixar o público aflito.

O momento fofura fica com a atriz mirim Audrina Miranda, e um filhote de dinossauro apelidado por ela de Dolores.
No entanto, o roteiro escorrega por escolhas questionáveis. O maior é não se aprofundar nos personagens. Duncan (Mahershala Ali), por exemplo, carrega uma história trágica citada superficialmente.
A personagem de Scarlett também tem uma história mal contada, tentado fazer com que o espectador se apegue à personagem com muito pouco. Já a família naufragada passa por perrengues o filme todo para absolutamente nada.
O mais aleatório de tudo é quando o flashback inicial transforma o chocolate Snickers na peça-chave de uma catástrofe dentro do antigo centro de pesquisas do Jurassic Park. Uma publi que arde os olhos!
Por fim, “Jurassic World: Recomeço” é o puro suco do filme pipoca. Para quem espera clichês, momentos de tensão e dinossauros na telona, a diversão está garantida. Contudo, o renascimento criativo da franquia deixa a desejar.

