M3GAN 2.0 | Crítica
Depois de dominar a internet em 2022 com dancinhas, memes e assassinatos únicos, M3GAN está de volta como uma… heroína!
Não, você não leu errado. Apesar de continuar com seu humor ácido e debochado, em “M3GAN 2.0” a sequência toma um rumo bem diferente do primeiro filme.
Após ficar traumatizada com os últimos acontecimentos, Gemma (Allison Williams) se torna uma das principais vozes na luta pela regulamentação da Inteligência Artificial.
Ela tenta manter a sobrinha Cady (Violet McGraw), agora com 12 anos, longe das telas e tecnologia — o que, como era de se esperar, não dá muito certo.
As coisas saem do controle quando o governo invade a casa de Gemma em busca de AMELIA (Ivanna Sakhno), uma androide militar criada com base no código de M3GAN (Jenna Davis), que se rebelou contra os seus criadores e representa uma ameaça real.
Ela só não esperava que o sistema operacional de M3GAN estava o tempo todo escondido dentro de sua casa inteligente.
Tentando proteger o mundo dessa nova ameaça, ela é pressionada para reativar a boneca, dar um corpo e uma nova uma missão a quem mais teme.

A bonequinha está diferente
Apesar de estar reprogramada para não matar, M3GAN retorna ainda mais ágil, afiada, debochada e com a língua mais venenosa do que nunca, mas agora do lado “certo” da missão.
A interação com Gemma é um dos destaques do filme: as duas vivem numa relação intensa de alfinetadas, culpa, sarcasmo e parceria forçada. A cena em que M3GAN começa a cantar para demonstrar sua empatia é uma das melhores.
Nesse novo filme, o diretor Gerard Johnstone tirou totalmente as cenas de terror da trama. A história carrega um tom mais sério, trazendo pautas como os riscos do uso desregulado de IA e o impacto das telas na infância. Gemma, além de cientista, agora é quase uma “influencer consciente” contra o vício digital.
Mas o que pode mais surpreender é a redenção de M3GAN, saindo do papel de vilã para virar uma anti-heroína.
Por fim, se você espera uma continuação direta do primeiro filme, com clima sombrio e mortes criativas, pode se frustrar em “M3gan 2.0”. Porém, quem quer curtir uma boa farofada e cenas non-sense, a bonequinha não vai decepcionar!

