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O Telefone Preto 2 | Crítica

Após o estrondoso sucesso do primeiro filme, “O Telefone Preto 2” prova que continuações de terror podem sim ser tão boas quanto o original.

Com uma estética oitentista e uma narrativa que mistura horror gore com paranormal, a trama entrega sustos, tensão e cenas agoniantes até o último minuto.

Na história, alguns anos se passaram desde que Finney (Mason Thames) enfrentou “O Sequestrador” e sobreviveu graças à comunicação com almas de outras vítimas através do telefone preto.

Agora, o jovem tenta lidar com as marcas deixadas pelo passado, e a raiva, alimentada pelo medo e pelo trauma, se torna sua nova forma de defesa.

Sua irmã, Gwen (Madeleine McGraw), enfrenta sonhos cada vez mais perturbadores. As visões se conectam a um misterioso acampamento cristão e às aparições de garotos mortos, o mesmo lugar onde a mãe deles esteve quando jovem.

Quando o telefone preto, desativado há décadas, volta a tocar, os irmãos percebem que o horror está longe de ter acabado. O Sequestrador está de volta.

Mas ele não está sozinho. Aparições de antigas vítimas em um lago congelado, escrevendo iniciais no gelo, deixam Gwen apavorada e determinada a descobrir o que aquelas almas querem dizer.

Créditos: Divulgação / Universal Pictures

Quando o pesadelo volta a tocar

A direção de Scott Derrickson, que retorna após o sucesso do primeiro filme, é precisa e sufocante. Ele cria uma sensação constante de isolamento e desconforto, usando com maestria a cabana assombrada, o frio da nevasca e o silêncio que antecede cada susto.

A textura granulada da imagem durante os sonhos de Gwen, que remete a fitas VHS e filmes caseiros dos anos 80, reforça o clima inquietante. A história é original e consegue manter sua própria essência, ainda que traga momentos à lá “A Hora do Pesadelo”.

E então vem Ethan Hawke. De volta como o sequestrador mascarado, ele entrega um vilão ainda mais perturbador. Aliás, é difícil decidir se é mais assustador com ou sem a máscara. Sua presença é ameaçadora, quase hipnótica.

Créditos: Divulgação / Universal Pictures

O personagem invade os sonhos de Gwen, e é aí que o longa encontra seu ápice. As habilidades psíquicas da jovem são um dos pontos altos da trama, principalmente quando o sequestrador a fere no sonho e as marcas surgem em seu corpo.

O desespero ao redor para acordá-la antes que seja tarde cria uma sequência intensa e angustiante. Já o mascarado usa o vínculo fraternal de Finney como arma, transformando a narrativa em uma luta entre passado e presente.

O Telefone Preto 2” é uma sequência que traz o tom do original, mas consegue ir além. Ainda mais assustador, a história se aprofunda ao falar sobre traumas, o preço de sobreviver a eles e o poder de enfrentar os próprios medos.

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