Superman| Crítica
Entregando um filme grandioso, e acima de tudo, humano, “Superman” sai fora da curva dos últimos filmes baseados em HQ’s. O diretor James Gunn consegue, com maestria, abrir as portas para uma nova era dos super-heróis nos cinemas.
Deixando de lado as origens, aqui o foco está no que torna o Superman um símbolo real e o que isso cobra dele. Um herói que voa alto, mas carrega junto dúvidas, medos e inseguranças. E é justamente isso que torna o filme tão incrível.
A tensão cresce à medida que as fake news e desinformação tomam conta através de um plano de Lex Luthor ( Nicholas Hoult). O magnata e CEO da Lex Corp usa a tecnologia e sua influência para manipular as pessoas contra o herói e interferir na política global.
E enquanto luta por justiça, também acompanhamos seu lado cidadão mais comum, como Clark Kent, tentando levar a verdade à sociedade pelo jornal Planeta Diário.
O Superman que a gente precisava
O ator David Corenswet brilha no papel. O ator consegue trazer carisma e humanidade ao personagem, que busca entender por qual motivo realmente foi enviado à Terra. É um herói que sente e se questiona o tempo todo.
Além do protagonista, o filme também dá chance para os personagens secundários enriquecerem a narrativa. A Lois Lane (Rachel Brosnahan) não é só a namorada do Superman, mas uma grande jornalista que não tem medo do embate. A química entre ela e David funciona super bem.

Elenco de peso
Quem também ganha destaque é o Senhor Incrível (Edi Gathegi) e o fofíssimo cachorro Krypto, personagens bem importante para a história. Ao lado do Lanterna Verde (Nathan Fillion) na “Gangue da Justiça“, eles trazem empolgação e um alívio cômico ao filme.
Apesar da Mulher-Gavião (Isabela Merced) ter pouco tempo de tela, suas aparições trazem empolgação.
O ator Nicholas Hoult entrega um Lex Luthor à altura, trazendo em camadas toda a inveja e ambição sob uma figura de grande influência e poder. Seu embate com Superman é o que conduz a história e o confronto final é de arrepiar.

Dentro do núcleo de Luthor, quem surpreende é Eve (Sara Sampaio). Uma das personagens com plots mais interessantes, é aquela que você não dá nada, mas entrega tudo.
Já a Engenheira (Maria Gabriela de Faría) tem bons momentos nas cenas de ação, apesar de pouco diálogo. Visualmente, sua transformação em máquina é incrível e ajuda a construir o clima mais sombrio e tecnológico do vilão.
A trama carrega um tom político, provoca reflexões e, principalmente, mostra como a figura do Superman pode representar esperança em tempos difíceis.
Você pode até não ser fã do gênero, mas é impossível não se render ao “Superman“. O filme entrega emoção, muita ação e significado.
Esse é o começo de algo que as histórias de heróis precisavam há muito tempo: autenticidade e coragem. Ah, fique até o final, o filme tem duas cenas pós-créditos!

