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Toy Story 5 | Crítica

Prepare o coração, “Toy Story 5” chega aos cinemas fazendo um retorno triunfal! Tão bom quanto os três primeiros filmes, desta vez, o tema traz a rivalidade entre os brinquedos x tecnologia.

E, ao contrário de muitas produções recentes, o filme não transforma as telas em grandes vilãs, discutindo de forma mais equilibrada que o problema não está necessariamente nos dispositivos, mas na forma como as pessoas permitem que eles substituam as conexões humanas.

Na história, a garotinha Bonnie ainda mantém sua essência infantil e adora brincar com Jessie e o cavalo Bala no Alvo, mas se sente isolada pelas outras crianças, pois todas estão imersas em jogos virtuais.

Os bonecos até tentam ajudá-la a se enturmar, mas acabam piorando a situação. Ao ganhar uma “LilyPad”, um tablet que domina a atenção das colegas, Bonnie deixa seus brinquedos de lado para tentar se entrosar com os novos amigos, mesmo que no íntimo essa não seja sua vontade.

Ao perceberem o quanto as crianças estão deixando de interagir entre si e sem exercitar a imaginação, os brinquedos arquitetam um plano para que elas se reconectem com sua essência.

Divulgação / Disney Pixar

Amiga, estou aqui!

Jessie é a grande protagonista desta história. Ao tentar ajudar Bonnie, ela embarca em uma jornada que resgata memórias dolorosas de seu passado, como sua relação com a antiga dona, Emily.

A boneca carrega um grande trauma por achar que era especial, mas depois se tornou irrelevante para a garota quando ela começou a crescer.

Quem se lembra de “Quando Ela Me Amava“, canção que marcou “Toy Story 2”, sabe exatamente o peso emocional que essa personagem carrega. A música, indicada ao Oscar e vencedora do Grammy, continua ecoando na história.

Já neste filme, Taylor Swift, com “I Knew It, I Knew You”, é quem embala a trama nos créditos finais.

Ao infinito… e um pouco além

Desta vez, o Woody assumiu uma posição mais secundária. Seu visual mais humanizado, com barriguinha saliente, um pouco calvo e vestindo um poncho, rende momentos divertidos. Porém, o filme não aprofunda nessa mudança e foca em sua amizade e certa rivalidade clássica com Buzz.

O Buzz Lightyear também ganha um destaque especial no filme, principalmente por suas intenções com Jessie, mas os novos personagens roubam a cena. O Amigo Rolinho, um boneco educativo que ensina as crianças a usarem o vaso sanitário, é sem dúvidas um dos mais engraçados da franquia.

Divulgação / Disney Pixar

Ele e Jessie criam uma rivalidade por ela ser um brinquedo tradicional e ele interativo (mas não tanto). O Rolinho passou anos esquecido, em modo de descanso, na velha cabana de brinquedos de sua dona, Blaze, agora uma adolescente.

Quem também rouba a cena é a LilyPad. Apesar do receio de transformarem o tablet em um vilão chato, o roteiro tomou um caminho muito mais interessante.

Assim como Jessie, LilyPad também quer o melhor para Bonnie, e acredita que os brinquedos antigos poderiam atrapalhar sua interação com as outras crianças. Contudo, ela começa a perceber os efeitos da pressão social sobre Bonnie e passa a enxergar a situação sob uma nova perspectiva.

Assistimos ao filme dublado e a atriz Maisa, como LilyPad, e o humorista Rafael Infante, como Amigo Rolinho, deixam a experiência ainda mais divertida e cheia de personalidade.

Se havia alguma dúvida sobre a franquia ter algo relevante a dizer, a Disney e Pixar provam que sim, entregando um filme repleto de significado às crianças e aos adultos, com uma mensagem super atual e emocionante sobre amadurecimento e pertencimento.

Jessie é o coração da história e protagoniza uma jornada linda de acompanhar. Fiquem até o final, tem cena pós-créditos!

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