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Minions & Monstros | Crítica

Sem dúvidas, 2026 é o ano das animações. A Illumination acerta em cheio ao entregar uma grande carta de amor à história do cinema e à própria Hollywood em “Minions & Monstros“.

Neste novo filme, terceiro da franquia derivada de “Meu Malvado Favorito”, os amarelinhos são astros da “Era de Ouro hollywoodiana”. E é, de longe, o filme mais criativo da trilogia.

A aventura começa dentro de uma exposição, onde uma guia turística apresenta a um grupo de crianças uma viagem pela evolução da história do cinema. Logo nos primeiros minutos, fica claro o cuidado da produção em homenagear grandes clássicos.

A fotografia alterna momentos em preto e branco, recria de forma hilária o cinema mudo, além de trazer diversas referências, como Charlie Chaplin, “Cidadão Kane” e até a “presença” do diretor George Lucas. São detalhes que fazem a alegria dos adultos sem deixar as crianças de fora.

Baa-na-na em Hollywood

Desta vez, os protagonistas são os melhores amigos, Henry e James. Tentando aflorar seu lado artístico e sonhando com um Oscar (em formato de banana), James desagrada seu grupo, mas Henry o apoia e permanece ao seu lado.

Crédito: Universal Pictures

Depois de serem descobertos por dois poderosos produtores da Bright Brothers Studios, uma referência aos irmãos Warner, os Minions desfrutam do auge da fama, até os filmes mudarem do mudo para o sonoro. Aí é só ladeira abaixo.

Ouvir versões em “minionês” de grandes clássicos é exatamente o tipo de humor que só essa franquia consegue entregar.

Quando tudo parece perdido, James aposta tudo na produção de um filme sobre monstros após ganhar uma câmera de Max, um excêntrico diretor de cinema de Hollywood.

Crédito: Universal Pictures

Sem comprometer a experiência, o único momento em que se perde um pouco do ritmo é quando a história divide espaço com Dort, um robô alienígena atrapalhado que sonha em dominar a Terra, e Irene, um monstro gigante de bolhas com olhos.

Apesar de serem importantes para a história, o núcleo não é tão interessante quanto a trama principal que acompanha James e Henry lidando com Goomi.

O pequeno pequeno polvo aparentemente inofensivo, mas com intenções sombrias, é invocado por eles para participar da produção do longa.

Um dos maiores acertos é mostrar que os Minions podem ir além da eterna missão de encontrar um novo vilão, ou melhor, um novo “big boss“, para servir.

A narrativa é envolvente e traz uma homenagem carinhosa sobre a magia dos filmes e de seus bastidores. Contudo, fiquem tranquilos, os Minions continuam caóticos, debochados e muito engraçados.

Mais do que uma sequência, “Minions & Monstros” é uma celebração da arte de fazer cinema. Vale o ingresso se a intenção é se divertir!

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